Quem vai à missa tradicional pela primeira vez repara: terminada a missa, quase ninguém se levanta logo. As pessoas permanecem ajoelhadas ou sentadas, em silêncio, por alguns minutos. É a ação de graças — um costume antigo e precioso.
Por quê?
Se você comungou, leva dentro de si, real e substancialmente, o próprio Cristo. Os minutos que se seguem à Comunhão são, nas palavras dos santos, os mais preciosos da vida cristã: não é hora de conversar, é hora de agradecer, adorar e pedir. E mesmo quem não comungou participou do Santo Sacrifício — há sempre o que agradecer.
Como fazer
Não há fórmula obrigatória. Algumas sugestões simples:
- Fique em silêncio de cinco a dez minutos, sem pressa de sair.
- Agradeça com suas próprias palavras, como quem fala com um amigo que acaba de chegar.
- Se preferir orações prontas, os folhetos e missais trazem as clássicas: o Anima Christi ("Alma de Cristo, santificai-me…"), a oração a Nosso Senhor crucificado, o Salmo 115.
- Em muitas capelas, rezam-se em comum, após a missa rezada, as orações leoninas (três Ave-Marias, Salve Rainha e a oração a São Miguel) — acompanhe.
- Confie a Deus uma intenção concreta da sua semana.
Um costume que protege
A ação de graças também guarda o clima da capela: quem precisa sair logo, sai discretamente; quem fica, reza. As conversas e os abraços — que são bons e necessários! — ficam para o adro, do lado de fora. Assim a igreja permanece o que é: casa de oração.
"Não há momento mais propício para pedir graças do que aquele em que trazemos dentro de nós o Autor de todas as graças." — inspirado em Santo Afonso de Ligório